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Qual a relação entre obesidade e Diabetes Tipo 2 (DMT2)?

Muito se fala da associação direta entre aumento de peso e maior incidência de Diabetes Tipo 2 (DMT2). É claro que o aumento de peso pode levar a um aumento da resistência dos tecidos à ação da insulina, porém o que mais importa para a maior incidência de Diabetes Tipo 2 (DMT2) é a distribuição da gordura, sendo que o acúmulo abdominal, independente do índice de massa corpórea (IMC, peso em kg divididos pela altura em metros e dos valores normais e classificação da obesidade) do indivíduo leva a maior incidência de diabetes e dos outros componentes da Síndrome Metabólica, aliado à predisposição genética. Diversos fatores muito estudados dissociam a incidência do IMC à incidência e gravidade do Diabetes Tipo 2 (DMT2).

Uma evidencia que veio das séries publicadas de cirurgia bariátrica em pacientes que tinham o Diabetes Tipo 2 (DMT2) como doença associada, foi que o controle glicêmico era obtido muito antes de perda ponderal importante. Portanto, concluiu-se que existe o que se convencionou chamar de efeitos antidiabéticos diretos das operações, independentes da perda de peso. A perda ponderal é importante para controlar o diabetes em longo prazo, mas parece ser um desejado efeito colateral e não objetivo primário para a melhora dos problemas glicêmicos.

Mais uma prova de que o IMC não é critério fundamental para definir se o Diabetes Tipo 2 (DMT2) vai ser bem tratado ou não é que no Brasil, uma pesquisa de 2012 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica mostrou que o IMC médio do brasileiro com o Diabetes Tipo 2 (DMT2) é de 29,6 kg/m2, quase obesidade grau 1. Nos Estados Unidos, as médias do IMC do Diabetes Tipo 2 (DMT2) é de 31. Se olharmos para a região da Ásia-Pacifico, o IMC médio do paciente com o Diabetes Tipo 2 (DMT2) é entre 24 e 26 kg/m2. Enfim, por que discutir tudo isso?

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Conhecendo a Cirurgia metabólica

A partir de 2002, apareceram estudos em animais não obesos e diabéticos que melhoraram o controle da doença após cirurgias que “desviaram” o trajeto da comida no aparelho digestivo. A partir desses experimentos, realizou-se um piloto de um protocolo de pesquisa de cirurgia sobre o aparelho digestivo em pacientes com Diabetes Tipo 2 (DMT2) e não portadores de obesidade grau 3 com o objetivo único de tratar o Diabetes Tipo 2 (DMT2). A partir de então, no Brasil e no mundo, vários estudos em animais e seres humanos de mecanismos de ação e resultados de operações sobre o aparelho digestivo para, junto com a medicação, controlar o diabetes foram publicados.

Define-se então cirurgia metabólica como qualquer intervenção do tubo digestivo, que tem como finalidade o controle do diabetes do tipo 2, com ou sem medicação através de mecanismos independentes da perda de peso, e também secundariamente por perda de peso.
Qual a diferença entre cirurgia bariátrica e metabólica?

As técnicas cirúrgicas regulamentadas pelo Conselho Federal de Medicina são as mesmas, porém a derivação gástrica em Y de Roux (bypass gástrico) é a operação de primeira escolha para a cirurgia metabólica pelo seu perfil de pequenos riscos e muitos benefícios, mesmo a longo prazo.

A principal diferença está na indicação da cirurgia e principalmente nos resultados que desejamos. Claro que existem doenças que se beneficiam muito da perda de peso, como as hérnias de disco da coluna e doenças das articulações, por isso continuarão a existir as indicações cirúrgicas para perda de peso.

Finalmente, todas as evidências científicas apontam para o caminho que mostra que a cirurgia metabólica poderá incorporada no arsenal terapêutico para o paciente diabético não controlado pelo tratamento clínico e com risco cardiovascular aumentado.

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