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O que é Hipófise?

A hipófise é uma glândula que está situada na face inferior do cérebro, abrigada na sela túrca do osso esfenóide. Também é conhecida como glândula pituitária . É uma pequena massa elipsóide, de pouco mais de um centímetro de comprimento, pesando menos de meio grama. Consta, essencialmente, de duas partes: o lobo anterior ou adenohipofise, de natureza epitelial, e o lobo posterior ou neurohipofise de origem nervosa.

A adenohipofise produz cinco diferentes hormônios que terão ação no crescimento, nas gônadas (ovários e testículos), na tireoide, e nas adrenais, respectivamente,:

  • GH ou hormônio do crescimento ;
  • LH e FSH;
  • TSH ou hormônio tireotrófico;
  • ACTH ou hormônio corticotrofico.
hipofise

Relação da Hipófise com o hipotálamo: A hipófise, por sua vez, também está sujeita à ação do hipotálamo, que exerce influência na adenohipófise. Como essa porção glandular é responsável pela elaboração de inúmeros hormônios de grande importância para o organismo, como o que estimula o crescimento, o funcionamento da tireoide, das glândulas supra-renais, das gônadas etc., essas funções podem ser alteradas pela intervenção do hipotálamo. Embora este não exerça controle total sobre a hipófise, sua influência na produção desses hormônios é significativa.

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Como identificar as doenças da hipófise?

1. Hiperfunçao geralmente é causada por um tumor acometendo uma região especifica da hipófise levando a hipersecreção do hormônio hipofisario produzido naquela regiao acometida. Exemplo tumor produtor de GH causa gigantismo ou acromegalia.

2. Hipofunçao ocorre quando há deficiência na produção de determinado (s) hormônio (s) hipofisario (s). exemplo: Redução na produção do GH levando a deficiência do crescimento na infância ou déficit de GH no adulto.

Os principais hormônios produzidos pela hipófise são : o TSH (hormônio que estimula a glândula tireoide), FSH e LH (que vão estimular os ovários na mulher e testículos no homem), GH (hormônio do crescimento), ACTH (hormônio que vai estimular a adrenal a produzir cortisol) e prolactina (hormônio envolvido com processo de lactação).

A deficiência de um ou mais hormônios hipofisarios pode ter causas genéticas ou adquiridas.

Os sintomas dependem de qual hormônio está envolvido. Nas crianças o mais comum é a deficiencia do GH (hormônio do crescimento) que leva a baixa estatura (retardo de crescimento). No adulto, a deficiência decorre de tumores, cirurgias ou traumas.

O quadro clinico varia de acordo com o setor hipofisario acometido e qual o hormônio produzido em excesso. Em alguns casos o tumor é não funcionante ou seja não produz excesso de hormônio hipofisario.

O tumor mais comum é o produtor de prolactina e os sintomas dependem de qual hormônio envolvido:

  • Tumor produtor de prolactina (prolactinoma): a mulher pode apresentar galactorréia (saída de leite pela mama); irregularidades menstruais (às vezes com ausência de menstruação); o homem apresenta menos sintomas, mas principalmente diminuição de desejo sexual (libido) e disfunção sexual (erétil).
  • Tumor produtor de hormônio do crescimento (GH): No adulto ocorre crescimento excessivo de extremidades (dedos das mãos e pés), alargamento do nariz e lábios, e algumas outras características específicas (acromegalia). O excesso do hormônio do crescimento (GH) também leva a alterações no organismo com elevação da pressão, diabetes e crescimento dos órgãos internos (coração, fígado e baço). Na  criança a apresentação é aceleração da velocidade de crescimento levando ao gigantismo no adulto.
  • Tumor produtor de ACTH:o excesso de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) leva a um aumento do estímulo sobre a adrenal, com níveis excessivos de cortisol ou Síndrome de Cushing: excesso de peso com acúmulo no abdômen, estrias grossas e violáceas, fraqueza muscular entre outros.
  • Os tumores produtores de TSH, FSH e LH são extremamente raros.
  • Tumor clinicamente não funcionante:seriam tumores que não produziriam hormônios. As manifestações clínicas seriam mais por compressão, podendo levar a dores de cabeça (cefaleia), alterações de campo visual, entre outros.

O endocrinologista trata tanto das situações de hiperfunção (quando a glândula trabalha em excesso) quanto de deficiência (quando há algum prejuízo da função glandular). Para cada uma destas condições, o endocrinologista existe um tratamento específico. Nos casos de deficiência, faz-se a reposição do hormônio deficiente. Nos casos dos tumores pode-se fazer a cirurgia ou tratamento com medicação (por exemplo, nos casos de prolactinomas). As cirurgias são realizadas por um neurocirurgião habilitado para este tipo de procedimento, que costuma ser, na maioria das vezes, pouco invasivo e com bons resultados.

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